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Associação Latino-Americana e Caribenha de Transporte Aéreo – ALTA, apelou aos governos para que evitassem o excesso de regulamentação e a implementação de impostos que restringissem a crescente procura de viagens aéreas.
A indústria aérea enfrenta ameaças constantes que surgem, principalmente, de políticas públicas, que sempre buscam na aviação aumentar a arrecadação de impostos, em detrimento do desenvolvimento aéreo e dos seus comprovados benefícios para as economias locais.
ALTO e um apelo urgente aos governos
A capital peruana é o epicentro do debate aeronáutico regional. Do 19 ai 21 de novembro, Lima sedia a 21ª edição da ALTA AGM & Fórum de Líderes de Companhias Aéreas 2025, uma cúpula crucial onde os líderes da indústria discutem o futuro das viagens aéreas na América Latina e no Caribe, com um tema central: a necessidade urgente de evitar o excesso de regulamentação e a implementação de impostos que ameaçam conter a crescente procura de viagens.
Associação Latino-Americana e Caribenha de Transporte Aéreo (ALTA) foi claro em seu chamado: se quisermos continuar a ver o crescimento socioeconómico impulsionado pela conectividade aérea, Os governos da região devem abster-se de impor novas taxas e regulamentações que tornem o serviço mais caro e desencorajem os viajantes.. A aviação na América Latina está numa encruzilhada, e as decisões tomadas hoje impactarão diretamente a sua competitividade.
Novo Aeroporto de Lima: o que não fazer
Um exemplo muito próximo é a implementação da nova Taxa Unificada de Uso Aeroportuário (TRAGA) para passageiros em conexão internacional no Aeroporto Internacional Jorge Chávez, em Lima. De 27 de outubro, Viajantes que fizerem escala em Lima entre dois voos internacionais deverão pagar um valor adicional (US$12.67 provisionalmente), uma medida que gerou forte reação da indústria (incluindo IATA e sindicatos de turismo).
Sindicatos e companhias aéreas alertam que esta cobrança adicional poderá fazer com que muitos passageiros optem por fazer as suas ligações através de outros hubs regionais mais competitivos., colocando em risco o Posição de Lima como um nó chave no continente.
Aumento da taxa no Chile e outras pressões
Peru não é o único país com propostas de taxas adicionais. Dentro Chile, Há uma proposta de aumentar a taxa de embarque em US$ 5 para voos internacionais de mais de 500 quilômetros.
As companhias aéreas e as associações de turismo manifestaram o seu repúdio a estas medidas, defendendo que são um “imposto direto sobre o passageiro” que encarece as viagens e vai contra a promoção da atividade aérea, chave para o turismo e o desenvolvimento económico.
A posição da ALTA é clara: A eficiência dos gastos e soluções de infraestrutura devem ser buscadas sem recorrer ao caminho fácil de aumentar os custos para os passageiros, o que, a longo prazo, reduz a demanda e o potencial de crescimento para toda a região.
Isto tendo em conta a necessidade de melhorar a infra-estrutura aeroportuária para captar a crescente procura, Isto não deve ser travado através de taxas ou impostos, mas sim oferecer alternativas que beneficiem todos os intervenientes., mas acima de tudo, aos passageiros e à economia de cada um dos nossos países.
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