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há mais de 13 anos fechou o antigo Aeroporto Mariscal Sucre em Quito, Agora a torre de controle e o mural do Galo Galecio serão preservados como parte da história da cidade e do país.
Aviação no país precisa de mais espaços de divulgação, lembrar de onde viemos e para onde vamos, por isso, diferentes aspectos do passado devem ser preservados, Portanto, isto pode não agradar a muitos que apenas pensam em eliminar todos os vestígios da história “em prol do progresso”.. O que devemos entender, é que o progresso pode andar de mãos dadas com o passado e ser integrado organicamente em benefício de hoje e do futuro.
Este não é um capricho pessoal ou apenas uma forma de “irritar” a autoridade., mas deve ser um objetivo da sociedade promover cultura aeronáutica e preservar um legado do que foi uma parte fundamental da história aérea do Equador.
Torre de controle e mural do Galo Galecio serão preservados
algumas semanas atrás, Gerei um vídeo para minhas redes sociais no qual demonstrei minha preocupação com o que aconteceria com as duas torres de controle e com o lindo mural que fica naquela que foi a área de embarque internacional do ex-Marechal Sucre.. Esse primeiro vídeo gerou muito barulho, milhares de curtidas e visualizações. Muitos comentários de apoio e outros de rejeição, até com insultos, mas faz parte do dia a dia das redes, mas o importante é que se gerou um bom debate sobre isso. Esta foi a primeira parte:
Nesse momento, nenhuma autoridade municipal havia falado, Mas os dias passaram e o poder das redes sociais surtiu efeito., informação oficial finalmente vinda do Turismo de Quito, que confirmou que das duas torres, a história de 1960 seria salvo (o de 2005 não existe mais) e que o mural em homenagem a Telégrafo I y Elias Tenente seria preservado no local original onde foi guardado por 66 anos.
Esta ótima notícia, Comemoro isso como um triunfo para todos nós que amamos a aviação e a história., É um passo importante para cuidar do legado aeronáutico da cidade e esta publicação tem o objetivo de deixar um registro do compromisso do Município de Quito com a história. Para complementar, Também fiz um vídeo informando e atualizando as informações com as novidades, como meio de comunicação, É minha obrigação contar aos dois lados da informação, que atingiu um nível muito alto e foi tudo graças ao seu apoio.
Do aeroporto ao parque
De um humilde aeródromo ao grande pulmão verde do norte da capital, a história do antigo Aeroporto Internacional Mariscal Sucre (UIO / SEGUINDO) É também a história do crescimento, transformação urbana e a identidade coletiva de Quito.
Através da linha do tempo captada no mural participativo da “Licuadora Gestora” nas instalações do atual Parque Bicentenário, Revisamos os marcos mais marcantes que marcaram a aviação na capital e como esse espaço de 126 hectares passaram de pistas de asfalto para recreação comunitária.
- Década de 1920: Os primeiros campos de teste e voos
- No início do século 20, a aviação em Quito deu seus primeiros passos de forma rudimentar. Antes do assentamento definitivo no setor El Labrador, a cidade tinha campos de pouso temporários:
- 1920: Um campo simples foi preparado para voos de teste e demonstrações. Marcos emblemáticos como a chegada do avião de Quito 1 e os pousos em espaços como La Alameda ou La Carolina marcaram o despertar aeronáutico da cidade..
- Décadas de 1930 uma 1950: Consolidação do serviço aéreo
- 1930: Serviço aéreo regular começa formalmente no Equador. A área de aviação civil foi transferida para o setor Cotocollao/El Labrador, com uma trilha de terra inferior a 2.500 medidores e infraestrutura básica.
- 1940 – 1950: A conectividade se intensifica com a chegada de companhias aéreas históricas como Panagra e ANDESA, bem como aeronaves militares e comerciais maiores (como o DC-3).
- 1960: Inauguração do Aeroporto Mariscal Sucre
- 5 de agosto de 1960: Sob a presidência de Camilo Ponce Enríquez e a gestão de Sixto Durán Ballén como Ministro de Obras Públicas, O terminal aéreo e o aeródromo denominados Aeroporto Mariscal Sucre. Junto com o aeroporto, a Av.. do Sesquicentenário (real desligado. Amazonas).
- O terminal moderno permitiu que Quito entrasse na era dos reatores, recebendo aeronaves icônicas como o Boeing 707 da Air France.
- Décadas de 1970 y 1980: Explosão urbana e os primeiros planos de realocação
- 1970 – 1980: A cidade cresceu em ritmo acelerado, envolvendo completamente o aeroporto dentro da área urbana. A consolidação dos bairros periféricos ao redor da pista trouxe dinâmica comercial, mas também restrições urbanas (como a limitação da altura dos edifícios) e preocupação com a segurança aérea.
- Nestes anos, a ideia e a necessidade técnica de deslocar as operações para fora do planalto urbano começaram a amadurecer., o planalto da Tababela emergindo como destino futuro.
- Década de 1990 e os 2000: Desafios, migração e projeção do parque
- 1990: Uma época marcada por intensos fluxos migratórios (mais de 2 milhões de equatorianos emigraram nesta época), onde Mariscal Sucre foi palco do último abraço de milhares de famílias.
- 2000 – 2008: Embora o volume de passageiros tenha excedido a capacidade para a qual o aeroporto foi concebido (superando o 5 milhões de viajantes anuais), O projeto de construção do novo terminal em Tababela avançava. Pelo, foi projetado o uso futuro do antigo terreno do aeroporto, lançando concursos de design com nomes iniciais como “Parque del Lago”.
- 2013: O fechamento definitivo e inauguração do Parque Bicentenário
- 19 fevereiro 2013: depois de quase 53 anos de serviço ininterrupto, o antigo Aeroporto Mariscal Sucre fechou suas portas após o início das últimas operações. No dia seguinte, as operações foram totalmente transferidas para o Novo Aeroporto Internacional de Quito, em Tababela.
- 2013 em diante: A propriedade de 126 hectares foi entregue aos cidadãos como Parque Bicentenário, transformando a antiga pista de pouso 3.120 metros em um espaço recreativo, esportivo e cultural.
Você, o que você acha? Apoiam a preservação da história ou todo o passado deveria ser eliminado para dar lugar ao progresso?.
Créditos das fotos do vídeo aos seus respectivos autores.
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